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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Castelo de areia


A criança inocente, junto às águas,
Brinca e ri, sem temer o torvelinho;
E, na areia do mar, traça um caminho,
Cobrindo-o com conchinhas e com tábuas;

E, de areia, constrói o seu castelo,
Protegendo-o com muros e com valas;
Sonhando que, seguro contra as vagas,
Jamais há de provar qualquer flagelo;

Mas, eis que, de repente e impiedosa
No mar, uma onda surge e se levanta,
Contra o frágil castelo e se agiganta,
A vaga qual medusa furiosa...

Um castelo de areia devastado...
Assim, o coração que é enganado.

Moses Adam
F.V. 04.04.2009

2 comentários:

  1. Imagem belíssima, poeta... 'um castelo de areia devastado... o coração que é enganado'... mas bah! Adorei. grande beijo no coração.

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  2. Tu sabes o quanto te admiro... como poeta...como amigo... como ser humano...
    Amodoro-te!
    Bjos.

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