Sonhos... desejos... loucuras...
Uma paixão impossível...
A consequência.
A querer, sonhar, esse amor divino?
À virgem donzela, dobra-se o sino.
Ao desejo torpe, essa é a vingança:
No madeiro, a corda. A sonhar queria.
Pena de Morte. O gozo na memória.
Nesse estupor, recorda-se da glória:
Da virgem, o corpo, em laço, o prendia.
Rufam-se os tambores. Eis, é o momento:
O laço final, o corpo caído,
O golpe fatal... O entorpecimento.
Nesse réu, o sangue. Eis, o véu rompido.
Prostra-se a virgem, em cruel lamento:
- Jaz como um tolo, o Amado Pervertido.
Moses Adam
Leopoldina, HSBC
27.10.08

