Eu no colo do meu avô.
Algum momento em 1966, Chácara em Ferraz de Vasconcelos
De uma brincadeira foi surgindo uma estória...
E dessa estória, a busca pelo passado... pela história real.
Partes do conto "O Paladino e a Donzela",
escrito junto com a poetisa Aglaure C. Martins (Gall)
Foi em querer descobrir
De meu avô, o legado
Que abandonei o sudeste:
Me aventurei no cerrado.
Vim, então, pra Pernambuco
Esse Estado abençoado.
Sou da família Pereira
Nesse rincão mui amado.
Em Gravatá, a semente;
Sou de Uruçum, afilhado.
Manoel Leôncio Pereira
Foi meu avô. É finado.
...
...
Vim de jegue e avião
De São Paulo a Pernambuco.
Eu tomei chá de cadeira
Por whisky, bebi suco
Eu comi feijão de corda
Fui chamado de maluco.
Na terra de Pernambuco
Tem cabra macho e letrado
Lampião, Sinhô Pereira
Fazem parte do legado
Luiz Gonzaga, co’a sanfona,
Tocou, dançando xaxado.
A buscar nobre Donzela
Que moveu o Paladino
Eu troquei a minha terra
Pelo solo nordestino
Pois está
O meu norte e destino.
Moses Adam
F.V., 07.02.2008
(Aprendendo o cordel)
Meu primeiro poema, numa tentativa de cordel.
Lindo cordel, poeta!
ResponderExcluirE mais lindo ainda por falar do meu Nordeste abençoado :)
Bjos.