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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Patíbulo


Sonhos... desejos... loucuras...
Uma paixão impossível...
A consequência.

Quem és, ó tolo, nessa vã esperança,

A querer, sonhar, esse amor divino?

À virgem donzela, dobra-se o sino.

Ao desejo torpe, essa é a vingança:


No madeiro, a corda. A sonhar queria.

Pena de Morte. O gozo na memória.

Nesse estupor, recorda-se da glória:

Da virgem, o corpo, em laço, o prendia.


Rufam-se os tambores. Eis, é o momento:

O laço final, o corpo caído,

O golpe fatal... O entorpecimento.


Nesse réu, o sangue. Eis, o véu rompido.

Prostra-se a virgem, em cruel lamento:

- Jaz como um tolo, o Amado Pervertido.


Moses Adam

Leopoldina, HSBC

27.10.08

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