Foto: http://portugues.torange.biz/category/People/children/2866.html
Num punhado de areia, quantos sonhos!...
Surge um monte, uma casa... ou um castelo;
De um risco, nasce um rio e um sol tão belo,
Em meio a três gatinhos tão risonhos.
E dos dedos, a areia vai caindo
Escorrendo esse tempo não sentido
Por quem brincando vê um colorido
Nos flocos que são neve. E tudo é lindo...
O tempo escorre... e a areia foi levada.
Foi-se os sonhos da infância... e o seu mistério.
Surge uma cruz... da casa, um cemitério
Pra quem agora finda-se a jornada.
Do riso da criança e da alegria
Despoja-se o ocaso em agonia.
Moses Adam Ferraz de Vasconcelos, 2503/2010


