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quinta-feira, 25 de março de 2010

Ocaso

Foto:

http://portugues.torange.biz/category/People/children/2866.html


Num punhado de areia, quantos sonhos!...
Surge um monte, uma casa... ou um castelo;

De um risco, nasce um rio e um sol tão belo,
Em meio a três gatinhos tão risonhos.


E dos dedos, a areia vai caindo

Escorrendo esse tempo não sentido

Por quem brincando vê um colorido

Nos flocos que são neve. E tudo é lindo...

O tempo escorre... e a areia foi levada.
Foi-se os sonhos da infância... e o seu mistério.

Surge uma cruz... da casa, um cemitério

Pra quem agora finda-se a jornada.

Do riso da criança e da alegria

Despoja-se o ocaso em agonia.

Moses Adam
Ferraz de Vasconcelos, 2503/2010

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