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segunda-feira, 8 de março de 2010

Toque de Midas

Foto: http://2.bp.blogspot.com/_Nt7cigcG4VE/ShQ5zQmW4DI/AAAAAAAAAK4/_IAR5w0Utuw/s400/midas-touch.jpg

Certa vez ouvi uma história
que me chamou a atenção.
Uma história tão antiga,
mas que traz uma lição...

Houve um deus chamado Baco.
Se deus, ou se demônio, ninguém sabe.
Sabe-se apenas que era um beberrão alegre e benevolente.
Procurava Sileno, o seu mestre e pai de criação,
que, pela constante bebedeira, perdera-se pelo caminho...
Ah... Midas. Midas, o rei... encontrou-o, e o reconheceu.
Trouxe-o para o palácio, onde o tratou com imensa hospitalidade.
Foram dez dias e dez noites de festas e intensa alegria;
e, então, conduziu Sileno para a sua casa.
Baco, tomado de alegria pelo regresso do seu mestre e pai de criação,
disse para Midas escolher como recompensa o que quisesse, e lho daria.
Ah... o rei. Os seus olhos... os seus olhos brilharam...

- “Se contente estás, ó Baco,
não me negues o pedido.
Uma cousa apenas peço,
e que eu seja atendido:

Que ao toque das minhas mãos
tudo seja transformado
no mais puro e fino ouro...”
O pedido tresloucado.

Embora triste com o insensato pedido,
Baco concedeu, o que lhe fora rogado.
E Midas... Ah, o rei...
partiu alegre e jubiloso, seguindo o seu caminho,
pois tudo o que tocava transformava-se em ouro.
- Ó que bênção... que bênção, pensava ele.
- Eu, o mais rico de todos os reis.
E assim, retornou ao seu palácio.

Um banquete prepararam
com tão finas iguarias
para o rei comemorar
a melhor das alquimias.

Patos, faisões e cervos assados;
peixes, leitões e vinhos rosados...
Tudo em ouro foi transformado.

Foi então que percebeu,
já quase desesperado,
no pedido que fizera
fora tolo e tresloucado.

Pois, se atendido em seu pedido,
não encontrou alegria;
pois não há ouro que preencha
o desejo de uma alma vazia.

Uma releitura da estória do Rei Midas

Moses Ben ADAM
Ferraz de Vasconcelos, 0307/2009

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