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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Poema do meu sertão

Foto: http://www.overmundo.com.br/banco/sertao-de-pernambuco-serrita

É flor em branco. É pé no chão.
É sol. É pranto. É o meu sertão.
É terra! É água? É contrição?
Do sertanejo, a solidão.

Rostos tão tristes. Só ilusão.
Bichos do mato, do meu sertão.
É sonho? É água? Resto de pão!
Na tumba fria, o seu colchão.

E no deserto, no areião,
Tal como o Cristo e a tentação,
Meu povo sofre a humilhação.

É cruz, são cravos... Espinhos, dor...
Um alto grito. Inumana dor...
E ao Pai entrega o que lhe restou.

Moses Adam
São Paulo, 26.01.2007
Metrô- 22h30

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