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terça-feira, 18 de maio de 2010

A Cruz... [O Zé da Rosa]

Foto: Alterada da Net

A Cruz...

E a luz fria do dia... E o seu corpo entre as velas.

O silêncio do amanhecer e os pássaros dormentes.

A brisa úmida sussurrando esquecidas lembranças...

O Zé da Rosa!

O corpo sereno. O rosto sereno sob o véu...

O fino véu roçando a sua pele.


A Cruz...

E a luz fria do seu corpo entre as velas.

Castiçais, suportes, coroas... Flores! Coloridas flores.

Rosas, jasmins, margaridas, folhas, ramos e perfume...

Um difuso perfume. Triste. Alegre. Solene.

E a brisa sussurrando esquecidas lembranças...

O Zé da Rosa!

O corpo sereno. O rosto sereno...

E o fino véu roçando a sua pele.


A Cruz...

E a luz do seu corpo entre as velas.

A vida se queimando lentamente...

Cera liquefeita se consome em seu brilho trepidante.

Ah!... Cheiros, fumaça, odores.. e o silêncio.

O solene Silêncio do amanhecer. E a brisa

Esquecida das lembranças.

O Zé da Rosa!

O corpo sereno. O rosto sereno...

E o véu roçando a sua pele.


A Cruz...

E o seu corpo entre as velas.

Mentes que viajam... Tão distantes... Tão presentes...

Lábios vazios e tão cheios de histórias.

Os olhos lacrimejam o Silêncio

Da profunda escuridão do amanhecer

E a brisa das lembranças...

O Zé da Rosa!

O corpo sereno e o rosto sereno roçando a sua pele.


As cruzes...

É dia. E o seu corpo desce à vala.

Em seu leito solitário, ele é deitado.

Os pássaros revoam e o Silêncio, tudo enfim se vê quebrado.

Lágrimas sussurrantes e o coração dilacerado...

O pó cobrindo o pó. E sob o pó, o pó deixado.

As lembranças...

A Rosa sem o Zé!

Entre as coroas e flores, o rosto sereno

No incompreensível momento do alvorecer.


Moses Adam

Poá, Batuíra, ini.1105/2010-11h30

Pelo Passamento do amigo Zé, da Rosa.

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