Foto: http://2.bp.blogspot.com/-q3_tw2eMyR8/TmIbi4UfNqI/AAAAAAAAAL0/PKvHeV9nLmM/s1600/cristiancoigny.jpg
O cavalete. O cavalo... e a tela...
E da tua presença,
As lembranças...
O pincel de marta perdendo-se na paleta
À procura de uma cor,
Sem nunca encontrá-la.
A tela, revestida de um branco pálido -
Branco Titânio,
Continua nua...
A espátula. O óleo de papoula.
As cores vivas, frias.
As cores mortas. O corpo...
O vermelho...
O vermelho vivo do teu rosto -
O cádmio vermelho coagula...
As cores terra se empalidecem...
E no entorpecente cheiro da terebintina
A última lembrança da tua face.
E o ébano...
Nas mãos,
Nas minhas mãos,
Do lápis carvão, as cinzas...
E no vazio...
No silencioso vazio da minha alma
Eu pinto o teu silêncio.
Moses Adam
FVasconcelos, 1906/2009
E da tua presença,
As lembranças...
O pincel de marta perdendo-se na paleta
À procura de uma cor,
Sem nunca encontrá-la.
A tela, revestida de um branco pálido -
Branco Titânio,
Continua nua...
A espátula. O óleo de papoula.
As cores vivas, frias.
As cores mortas. O corpo...
O vermelho...
O vermelho vivo do teu rosto -
O cádmio vermelho coagula...
As cores terra se empalidecem...
E no entorpecente cheiro da terebintina
A última lembrança da tua face.
E o ébano...
Nas mãos,
Nas minhas mãos,
Do lápis carvão, as cinzas...
E no vazio...
No silencioso vazio da minha alma
Eu pinto o teu silêncio.
Moses Adam
FVasconcelos, 1906/2009

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