AMPULHETA DA VIDA
Na ampulheta a areia esvai-se:
Tempo, tempo, tempo, tempo...
Cada grão de tempo é areia
Sempre constante e sereno
Aos poucos vai escorrendo
Tempo e vidro, vidro e vida
Tempo vira grão de areia
Vida eterna vira vidro
No cair do grão de areia
Tem o tempo se esvaído
A vida é qual ampulheta
Que no vidro tem o seu brilho
Quebrando-se antes do tempo
De toda areia vertida.
Moses Adam
Poá, Batuira, 07.11.08 – 12h30
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