Foto : http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/88/Johann_Heinrich_F%C3%BCssli_015.jpg
No peito, amarga dor
A mente em desvario
Imagens ofuscadas
O corpo em inebrio
Os olhos desfalecem...
O copo... está vazio.
...
...
Há de haver uma verdade
Nesses dias sem sentido
Quando a cada passo dado
Ruma-se ao desconhecido
E as pessoas se devoram
Neste mundo já falido?
...
...
A névoa que encobre
O leito sem o brilho
Do sol que resplandece
A verdade em vidrilho...
É o barco que se afunda
Da proa ao tombadilho.
Nos destroços agarrado
O corpo em hipotermia
Um suspiro, um alto brado.
Ele ri dessa ironia:
Entre sombras aparece
Uma deusa luzidia...
Sua mão, a ela estende
Será o fim do seu martírio?
Dos destroços se liberta
A vida o pior delírio.
Nessa dança, ele adormece...
Sobre o peito, um alvo lírio.
Moses Adam
Ferraz de Vasconcelos, 2504/2009
parabens, que bela poesia, é mágica a sensaçõa de prazer ao le-lo.
ResponderExcluirabraços
leek