Hoje, o telefonema!
E os meus olhos marejaram...
Prendi os lábios
E engoli o meu surdo soluço.
Tantas lembranças... Tantas
Na retina dos meus olhos.
O lançar-nos sobre a cama
Com suas pernas... O salto!
A cama quebrada, tantas vezes...
E tantas vezes, a mesma brincadeira,
As gargalhadas... a nossa folia!
A incansável alegria de nos ver brincando...
De nos contar histórias...
De nos tomar em seu colo
E nos acordar e nos fazer dormir...
A infinita paciência
E o chinelo...
As caras emburradas.
Mas, crescemos de mãos dadas...
Ah!..
Os mágicos cafés da manhã:
As frutas sobre a mesa, o suco de laranja,
Pão, queijo, ovos mexidos com bacon,
Bolachas, leite, chocolate... bombons!
E crescemos!
A escola, os amigos...
O ensinar-nos o que não sabíamos
E o aprender conosco
E os dedos se soltando...
Praia, campo, parques, passeios,
Restaurantes...
Mas sempre o seu amor, o seu carinho
E o seu extremo cuidado.
Mas tão rapidamente crescemos
E os dedos se soltaram!
E são novos os caminhos.
E queremos sempre o novo.
E rapidamente nos esquecemos
Do que era antes... e do que valia.
E quando aprendemos,
Percebemos que o tempo passou
E que não acordamos antes que seja tarde.
Moses Adam
Ferraz de Vasconcelos, 2602/2010
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