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domingo, 15 de março de 2009

Ulisses e Penélope

End Foto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Penélope

Num repente. Numa noite, brincando na comunidade

Poemas e Poesias com as poetisas Aglaure e Luzia;

Quando aquela me pediu uma poesia que falasse sobre

o amor...


Foi Ulisses guerrear

Em outros mares, outras terras.

Penélope a lhe esperar,

Noite e dia persevera.


O pai que por opção,

Interesse e posição,

Ainda preso à tradição,

De sua filha, oferta a mão.


É fiel e apaixonada -

Por seu marido é amada -

Decidiu que o esperaria.


Mas o pai é insistente,

E há tantos pretendentes,

Mais difícil, a cada dia.


Então aceitou a corte

Dos pretendentes, à mão.

Mas com uma condição,

Jogando ali sua sorte.


Uma colcha teceria,

Aos olhos deles, faria.

Mas, à noite, escondida,

Com as mãos, desfazeria.


E assim passaram-se dias.

Mas uma serva maldita,

Revelou toda a mentira.


Sendo esperta e mui ligeira,

Nunca perdera a esperança,

Outra estratégia faria.


E foi assim que propôs:

Comigo há de se casar,

A quem o arco envergar,

E certo, com ele, atirar.


E bem que todos tentaram.

Nenhum deles conseguiu.

Surge Ulisses, o mendigo.

Que o arco também brandiu.


O arco ele envergou.

Dele, uma flecha saiu.

No alvo, um duro golpe.

Dela os olhos brilharam;

Reconhecendo o amado,

O seu amor ressurgiu.


Moses Adam

F.V. 07.10.08



Um comentário:

  1. Poeta,

    Nada realmente acontece por acaso... eu estava tão mal quando lhe pedi para cantar o amor e tão prontamente você nos presenteou com essa poesia maravilhosa...justamente hoje que estou mal como naquele dia, vim visitar seu blog e me deparo com a mesma poesia...
    Só tenho uma palavra a dizer...Obrigada!

    Bjos.

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